PERFIL

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Maria Stella de Azevedo Santos, mais conhecida como Mãe Stella de Oxóssi, é além de uma famosa representante do candomblé, uma das figuras mais influentes da Bahia. Reservada e ao mesmo tempo brincalhona, Mãe Stella  recebeu vários prêmios, homenagens e condecorações, como o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal da Bahia (2005), por se destacar como defensora da cultura negra. Além de ser convidada a ocupar o assento de número 33 da Academia de Letras da Bahia (2013).

Órfã de mãe aos sete anos, foi criada por seus tios que seguiam o catolicismo, mas aos 14 foi iniciada no candomblé. Formou-se com especialização em Saúde Pública na Escola Baiana de Medicina, trabalhando com crianças por 30 anos. Causou polêmica ao tornar-se mãe de santo do Terreiro Ilê Axé Opó Afonjá, relativamente cedo, aos 50 anos de idade. A Ialorixá também é conhecida por defender o fim do sincretismo religioso, destacando o respeito a individualidade de cada religião.

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Juarez Paraíso é artista plástico, gravador, desenhista, escultor e Professor Emérito da Faculdade de Belas Artes da UFBA. Um artista inovador e detentor de múltiplas habilidades, destaque da 2ª geração de modernistas e idealizador da Bienal da Bahia, Juarez seguiu o conselho do pai e se formou em contabilidade, a fim de garantir um trabalho que lhe trouxesse o seu sustento, mas nunca exerceu a atividade. Continuou seguindo o seu instinto de artista, abrindo espaço para a experimentação e a pesquisa em seu trabalho nas artes plásticas. 

Detentor de um acervo fantástico que agrega diferentes tipos de arte: abstrata, erótica, religiosa, entre outras; e técnicas: desenho, escultura, pintura e fotografia, Paraíso também é defensor enfático da disposição de obras de arte em espaços públicos da cidade, não só para a harmonia estética, mas também como uma forma de democratização artística. Autor de diversas obras em Salvador, algumas inclusive esquecidas e destruídas, Juarez tem peças espalhadas pela cidade, como o mural do Hospital Roberto Santos, a Escultura do Parque de Pituaçu e o painel do Museu Geológico da Bahia.

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Poeta e compositor, José Carlos Capinan se destacou como letrista logo quando se deu o surgimento movimento tropicalista. Nasceu em 1941, na cidade de Esplanada, passou a juventude em Salvador e em 1964 mudou-se para São Paulo, fugindo do golpe militar.

Participou do Centro Popular de Cultura, tem letras e textos de grande sucesso, como os clássicos Soy Loco Por Ti América, Papel Machê (com João Bosco) e Ponteio. Esta última, em parceria com Edu Lobo, venceu em 1967 o III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record.

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Coreógrafa, professora e pesquisadora em dança, Lia Robatto foi uma das pioneiras em dança contemporânea na Bahia. Natural de São Paulo, Lia veio para a Bahia aos 17 anos como assistente da bailarina polonesa Yanka Rudzka e participou da fundação da Escola de Dança da UFBA, a primeira escola a nível universitário do país.

Durante sua trajetória artística e profissional, a coreógrafa criou o Grupo Experimental de Dança (GED/1965-1981) e foi diretora do Balé Teatro Castro Alves (1983-1984). Lia também desenvolveu trabalhos como arte-educadora e ajudou a fundar projetos sociais de promoção à cultura. Foi coordenadora do Núcleo de Dança da ONG Projeto Axé, criadora da Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia – FUNCEB, além de integrar o Conselho Estadual de Cultura da Bahia, desde o ano 2000.

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Ator, diretor e professor aposentado da Escola de Teatro da UFBA, Harildo Déda é um dos grandes nomes do teatro baiano. Carregando na bagagem cerca de 70 peças como ator e mais de 20 espetáculos como diretor, Déda apresenta um retrospecto de sua vida, desde a infância em Simão Dias, quando seu lado artístico despertou ao assistir seu primeiro filme "A noiva de Frankenstein", até o percurso de seu trabalho nos palcos e nas telas.

Na TV atuou em séries como "O Pagador de Promessas", "Dona Flor e seus Dois Maridos", "Carga Pesada", e no cinema participou de filmes consagrados como "Tieta do Agreste", "Central do Brasil" e "Cidade Baixa". Foi mestre de artistas que hoje são reconhecidos e famosos como Vladimir Brichta, Marcelo Flores e Alethea Novaes. Conheça mais sobre a história de um artista apaixonado pela arte de representar.