TVUFBA.DOC

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As Ganhadeiras de Itapuã forma um grupo cultural que tem o objetivo principal de resgatar, valorizar e fortalecer a riqueza da identidade cultural fortemente ligada a um dos bairros mais conhecidos e tradicionais de Salvador. A iniciativa em meados de 2004, nos terreiros das casas de Dona Cabocla e de Dona Mariinha, onde um grupo se reunia semanalmente para trocar informações sobre as antigas tradições do lugar.

O nome "Ganhadeiras de Itapuã" é uma homenagem às mulheres que no século XIX e inicio do século XX compravam os peixes na mão dos pescadores locais, tratavam, empalhavam, e saiam com seus balaios a pé (pois não havia estradas na época) até o centro da cidade de Salvador para venderem os seus produtos e ganhar o sustento da família, assim como àquelas que lavavam roupas à beira da Lagoa do Abaeté e tinha nessa atividade o sustento de suas famílias.

No TVUFBA.DOC, pela voz de algumas das ganhadeiras mais experientes do grupo, como Dona Mariinha, Maria de Xindó e Nicinha, e também das jovens Evelin e Verônica, contamos uma pouco da história do grupo, a relação histórica que têm com o bairro de Itapuã e com a Lagoa do Abaeté. Também é um ponto forte a marcante característica musical das Ganhadeiras espalhando seu colorido com a dança nas areias claras dos Abaeté.

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Incentivar artistas emergentes, expor novas linguagens das Artes Plásticas e Visuais, promover a reflexão crítica e aproximar a sociedade da produção artística baiana, são alguns dos preceitos da Galeria Cañizares, parte integrante da Escola de Belas Artes da UFBA.

Criada na gestão do Diretor Evandro Schneiter e inaugurada pelo Reitor Dr. Roberto Santos, no final do ano de 1970, a Galeria recebeu o nome de “Cañizares” em homenagem ao pintor Miguel Navarro y Cañizares, fundador da Escola de Belas Artes em 1877.

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Conhecida por projetar obras de grande valor histórico e cultural e unir a estética clássica com a arte popular, a arquiteta italiana Achillina Bo Bardi, mais conhecida como Lina, nasceu na Itália, mas se apaixonou mesmo pelo Brasil, onde foi naturalizada e passou mais da metade de sua vida.

Lina esteve na Bahia em dois momentos (1950-1964 / 1980) e desenvolveu uma imensa admiração pela cultura popular, sendo esta uma das principais influências de seu trabalho. Elaborou e contribuiu nos projetos da Ladeira da Misericórdia, Casa do Benin, Casa do Chame-Chame e Museu de Arte Moderna no Solar do Unhão.

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Localizados no Instituto de Biologia da UFBA, o Museu de Zoologia e o Herbário Alexandre Leal Costa, em conjunto, formam o Museu de História Natural da UFBA, um projeto já idealizado, mas que ainda aguarda por instalações físicas. Mesmo ainda não estando unidos na mesma estrutura, as duas unidades dialogam e se mantém próximas também com o objetivo de valorizar e contribuir na preservação da biodiversidade baiana e brasileira. O documentário apresenta informações sobre a história, acervos, coleções e atividades desenvolvidas nestes dois espaços universitários.

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De importância que vai muito além dos limites da Universidade, os três grandes museus da UFBA: Museu Afro-Brasileiro (MAFRO); Museu de Arqueologia e Etnologia (MAE) e o Museu de Arte Sacra (MAS) são abordados neste documentário que destaca e explica sobre as características destes aparelhos universitários que guardam vasta história e beleza.

Francisco de Assis Portugal, diretor do Museu de Arte Sacra; Graça Teixeira, coordenadora do Museu Afro-Brasileiro; Antonio Marcos Passos, coordenador do Setor de Museologia do MAE e Sidélia Santos Teixeira, coordenadora do curso de Museologia da UFBA dão os depoimentos que ajudam a compreender e problematizar o papel destes museus na universidade e na sociedade de modo geral.

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Acompanhando o que acontecia por todo país, a UFBA também instaurou a sua Comissão da Verdade para levantar e investigar casos de perseguição e/ou repressão ocorridos no ambiente acadêmico durante o período do Regime Militar, iniciado em 1964.

Professores, técnico-administrativo e dois estudantes compuseram a comissão que trabalhou durante meses na realização de oitivas e pesquisas de documentos buscando esclarecer fatos ocorridos nesse triste período da história política e social do Brasil.

Através dos depoimentos de membros da comissão e trechos das oitivas por ela realizadas é possível conhecer mais sobre esse árduo trabalho, desde sua organização até a análise dos primeiros resultados.

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Um patrimônio histórico e cultural do povo brasileiro, o dia 2 de julho, em que se comemora a independência da Bahia, marca as lutas travadas no estado contra as tropas portuguesas que resistiam na região. A celebração da data através de um cortejo festivo virou tradição secular e é vista como uma memória viva da nossa história. O sociólogo e professor da UFBA, Adalberto Santos, conta um pouco sobre os aspectos culturais que envolvem o 2 de julho na Bahia.

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Após 46 anos desde o fechamento de sua segunda edição pelo governo militar, a Bienal da Bahia ressurge no cenário artístico baiano com uma programação que propõe o resgate e memória do que aconteceu nas duas primeiras edições (1964 e 1968), além de criar novos canais de diálogo entre a atual produção artística brasileira.

A partir de uma convergência entre passado e presente, o artista plástico e professor emérito da UFBA, Juarez Paraíso, conta sobre como foi idealizar a primeira e segunda bienal, incluindo o momento em que algumas obras foram confiscadas pelos militares em 1968. Dialogando nesse contexto, o curador-chefe da 3ª bienal, Marcelo Rezende, apresenta uma continuidade e interlocução da programação do evento em 2014. 

Com o tema "É tudo Nordeste?", a 3ª Bienal apresenta exposições, ciclos de cinema, performances, atividades educativas e conversas públicas, envolvendo cerca de 150 artistas e 200 obras espalhadas por Salvador e outras 9 cidades do interior baiano.

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O cientista político e professor da UFBA, Paulo Fábio, faz uma abordagem crítica sobre o contexto da política baiana nos anos 50 e 60, destacando o período que antecedeu o Golpe Militar de 1964 e os anos que o sucederam. A conformação dos partidos àquela época, alianças políticas e as principais personagens do cenário baiano naquele período também são comentados pelo pesquisador. Além do contexto, Paulo Fábio aborda ainda os reflexos na Bahia da instalação da Ditadura Militar no Brasil.

Paulo Fábio Dantas Neto é formado em Ciências Econômicas pela Universidade Federal da Bahia, onde também fez Mestrado em Administração. Realizou ainda doutorado em Ciências Humanas - Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, em 2004. Atualmente é Professor Associado da UFBA e pesquisador do Centro de Recursos Humanos, da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas.

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Um período marcado pelo autoritarismo, por perdas e transformações. O golpe que instalou a ditadura militar no Brasil em 1964 alterou toda a estrutura sócio-política, econômica e cultural do país, gerando reflexos que contiveram a democracia, a liberdade de expressão e a participação política dos cidadãos brasileiros. 

Em 2014, o golpe completa 50 anos e é lembrado como uma época tenebrosa que não deve se repetir. A TV UFBA reuniu estudiosos sobre  o assunto e personagens que vivenciaram o período para construírem um percurso histórico dos principais acontecimentos que marcaram os 21 anos do regime militar no Brasil e discutirem o valor da democracia.